Ian Dolata

São Paulo - SP

Ian Dolata é paulistano, tem 29 anos e estudou Design de Produto no Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, onde se formou em 2010. Ian é autodidata, declara que gosta muito de criar, fazer projetos e inventar. Começou trabalhando com argila, epóxi e, consequentemente, foi inventando e desenvolvendo suas próprias técnicas, às vezes, por meio de erro,  descobria uma nova técnica, usando resinas, papel machê… Seu processo criativo tem algumas formas diferentes. Às vezes, encontra o objeto, observa, e se inspira para criar algo a partir dele. O objeto lhe dá uma diretriz para a criação. Esta é uma das suas formas de concepção. Às vezes, Ian cria um conceito, tem uma ideia e então, vai atrás do objeto que serve para desenvolver este trabalho, seja uma estrutura, um detalhe, muitas vezes improvisa e transforma essas coisas. É um processo sem muitas regras, segundo Ian “meio louco mesmo.”  Algumas vezes, conta que faz um projeto e ele sai como planejado. Outras vezes, de forma meio orgânica, o trabalho vai criando sua própria cara. Com relação aos materiais e ferramentas, no início usava a caixa de ferramentas de seu pai, que continha alicate, serrote, martelo, faca de cozinha, objetos básicos.

Em função dessa limitação de falta de um espaço apropriado (um ateliê) e de ferramentas apropriadas, o artista foi criando soluções. Ian pratica corrida por esporte e, durante esses momentos,  começou a ver que pelo bairro as pessoas descartavam muitas coisas boas, não eram lixo, ressalta: “Temos uma cultura de descarte”, tudo é perecível. Começou a pegar nas caçambas de obras, materiais que seriam descartados e dava a eles novas funções. Suas obras são feitas de materiais como argila, resina epóxi, arames, madeira, vidro quebrado, material de reuso, material de demolição…

“Minhas esculturas têm a minha digital. Desde a estrutura até a pintura, é 100% feito por mim. É muito metódico, trabalhoso, detalhista”.

O artista fala que não  tem muitas influências. Artisticamente, gosta bastante do estilo surrealista do Salvador Dalí, da história do Leonardo Da Vinci, de quem ele era como homem, projetista, artista, mas não se sente influenciado por eles. Ian ressalta: “Eu sempre evitei me deixar influenciar, quero criar coisas novas. Quero tentar algo sem influências. É claro que é impossível não ser influenciado por um trabalho que você vê. Meu objetivo é criar um conceito totalmente novo”.