All Arts V - Arte Contemporânea

31/10 a 21/12

Explorando temas de vida, caos, transformação e convivência, as  imagens de Ron Geipel investigam as maneiras pelas quais a natureza pode ser alterada e reinterpretada. Ron Geipel nasceu em 1975 em Berlim Ocidental e atualmente divide seu tempo entre São Paulo e sua pátria. O artista trabalha na intersecção entre arte e natureza, concentrando-se atualmente na criação de imagens sem manipulação digital, usando filmes analógicos, microorganismos e produtos químicos. Sua fotografias apresentam uma perspectiva diferente, descartando a noção ultrapassada de que bactérias e microorganismos são algo negativo, precursor de nada além de doença. Em vez disso, revelam um mundo orgânico complexo e abstrato, invisível a olho nu, expondo a beleza oculta que vive dentro e ao nosso redor. Essa dança simbiótica, na qual o imperceptível e o desconhecido se materializam, dá origem à imagens que mostram novas perspectivas desse universo oculto: superposições detalhadas do visto e do invisível, do surreal e do orgânico.

Também na área da fotografia, Adhemar Duro trata com carinho os longínquos paraísos da Terra. Em suas fotografias, resgata, com muitas horas de trabalho e noites em claro, a magnitude da beleza terrestre que se encontra distante dos holofotes da cidade grande.
O portfólio do artista inclui, por exemplo, deslumbrantes paisagens naturais da Patagônia, assim como hipnotizantes estrelas que povoam o céu de um dos desertos mais áridos do mundo, o Atacama, no Chile. Amante de viagens e especialista na astrofotografia, Adhemar Duro foi selecionado, em 2014, para ser embaixador de uma das mais proeminentes instituições de pesquisa astronômica do mundo, o Observatório Europeu do Sul.

Elizete Duran trabalhou por muitos anos com óleo sobre tela, inicialmente em estilos acadêmicos, passando para o surrealismo e por último, o contemporâneo.  Seu trabalho atual envolve um certo misticismo chegando a ser hipnótico. A artista abusa do uso de pedras naturais como: turmalina negra, ágata, quartzo rosa e cristais. É possível sentir a energia das pedras e a sensibilidade na combinação das cores e formas nas obra de Elizete Duran, principalmente por quem se interessa pela filosofia  dos cristais e pedras naturais e, como estas podem influenciar sua vida.

Fortalecendo a representatividade feminina, a série Erótica retrata todo o poder feminino, ressignificando o ciclo da mulher. O sangue, que é visto socialmente como um tabu, aqui traduz o poder dessa mulher nua, aberta e dona do seu próprio corpo. Corpo que produz esse sangue, que não apenas escorre, mas faz parte dessa mulher, é inerente a ela e dá o poder de criar vida. Composta por 12 quadros, cada grupo de 4 possui o mesmo tom de azul/verde criando um efeito degradê. O dourado, uma marca característica das obras de Constância Grain, está presente no corpo dessas mulheres. O vermelho vem com o impacto que o sangue feminino até hoje causa em nossa sociedade. Erótica fala sobre o feminino, sobre o ventre, sobre o ciclo, sobre o empoderamento. 

Arquiteta por formação, Lilian Siles encontrou nas artes plásticas uma forma de confrontar e extravasar suas emoções e sentimentos. Para ela não há limitações: cada busca escultórica é um encontro harmonioso de paz e sublimação que traduz energia e emoção; é tão intenso o seu revelar que funde alma e êxtase, numa mistura mágica que extravasa o imaginário. Faz-se a junção alma e corpo, cria-se a forma, agrega-se a emoção, cria-se o sentido. Ao observador nada parece ser estático, como talvez possa ensejar a alma do artista; o encontro do resultante na sua forma etérea revela ao observador a sua própria relevância. Lilian trabalha sua moldagens com diversos materiais, tais como bronze, resina com pó de mármore branco, resina com granito, resina das cores diversas, aço inox e aplicações com pedras semipreciosas. Eclética por essência, sai do trabalho da moldagem e lança-se ao encontro das tintas e pincéis. Sua arte pictória é forte, onde transfere técnica, por formação acadêmica da sua área, já que arquitetura é um campo abrange diversas disciplinas - arte, história, tecnologia, construção - reunidos em torno de um objetivo: o projeto em que seu trabalho vai encontrar novamente a junção da emoção e energia, onde extravasa todo o seu foco, com vigor e volume, ora aplicado às formações geométricas, às vezes simétricas, ora na construção de formas adimensionais na sua pintura diversificada, densa, vigorosa e energética. 

Ana Paula de Souza é formada em odontologia pela UNICAMP, possui mestrado, doutorado e livre-docência em Biologia Buco-Dental também pela UNICAMP, sendo docente desta Universidade desde 2009. O talento para o desenho é um dom que a acompanha desde a infância. Apaixonada pela arte dos pintores impressionistas, pelos movimentos arquitetônicos e do design Belle Époque e Art Déco e pelo universo da alta costura, encontrou nas ilustrações fashionistas sua área dentro do desenho a ser explorada. Autodidata, desenha por pura paixão, sempre tendo a elegância, a feminilidade e a delicadeza como pano de fundo dos seus desenhos artísticos.

Mais um arquiteto que resolveu se dedicar às artes, Carlos Alberto Mota nasceu em Cachoeiro do Itapemirim-ES, vive e trabalha em Serra-ES, Brasil, usando o nome artístico Karllos Mota. Formado em arquitetura pela Universidade Federal do Espírito Santo em 1990, explora o jogo formal e cromático em suas composições. Seu  trabalho recebe a influência de vários artistas, como Henri Matisse no plano internacional, e de brasileiros que admira, como Tarsila do Amaral, Alfredo Volpi e Tomie Ohtake.

Fechando o time de artistas, Heloisa Madragoa é carioca e iniciou sua carreira na área de Design (PUC-RJ) com especializações em Jóias e Estamparia (PUC-RJ e SENAI Cetiqt). Frequentou a escola de Belas Artes da UFRJ na qual estudou figurino, cenografia e aulas de escultura em metal. Atualmente participa das aulas com o artista Iole de Freitas, “Encontros e Reflexões” no EVA / Parque Lage - RJ, além de atuar no estúdio de arte do  Renato Alarcão. Diferentes tecidos em geral são suas telas e recebem um grande número de técnicas e materiais numa gama de cores e assimetrias.